quarta-feira, 21 de junho de 2017

O PERIGO DO PROFILING



De acordo com Luiz Costa - Procurador da República e fundador do Grupo de Trabalho Tecnologias da Informação e Comunicação do MPF. É formado em Direito pela PUC/SP e mestre em Direito da Internet pela Universidade de Paris I - Panthéon Sorbonne - No jargão tecnológico, “profiling” é a utilização de algoritmos complexos para criar modelos ou perfis – que tem caráter geral – a partir de dados específicos. Esses algoritmos processam enormes quantidades de informação e fazem correlações entre dados inicialmente desconexos (por exemplo, dados de conexão, biométricos, demográficos, entre outros), a partir do que um perfil é criado e aplicado.
A essa altura já é possível estimar que o uso de técnicas de “profiling” na Internet e fora dela pode estar na raiz de justas preocupações, e aqui destaco duas dimensões. A primeira é mais geral e está ligada ao amplo uso que empresas e governos têm feito dessas técnicas com os mais variados fins (os exemplos aqui são uma pequena amostra), bem como ao desequilíbrio entre, de um lado, o conhecimento e benefícios diretos que as organizações tiram do “profiling” e do outro lado uma extrema falta de transparência para o público em geral sobre como essas técnicas são utilizadas. Assumindo que uma das funções da lei é justamente a de promover justiça em relações de poder desequilibradas, a segunda dimensão – jurídica – fica evidente.
 O articulista Cláudio de Moura Castro tratou em sua coluna do tema “Profiling”:   “Palavra da língua inglesa que significa um critério de decisão subjetivo, levando o indivíduo a decidir baseando-se não em uma racionalidade perfeita, mas em um impulso originado e decorrente de seus valores pessoais”. O exemplo emblemático dado pelo articulista foi o do professor de Harvard que, sem a chave de sua casa, estava em seu jardim, tentando arrombar a janela, quando foi preso por um policial americano, não obstante todos os seus argumentos. Um detalhe chamava a atenção: o policial era branco e o dono da casa era negro. Vários exemplos podem ser extraídos do cotidiano: a) o fiscal da alfândega que examina determinada pessoa porque a aparência da mesma se enquadra no perfil de “muambeiro” que o fiscal tem em mente; b) o administrador que seleciona o estagiário pela aparência, por ser a aparência um critério que ele possui como indício de competência; c) o motorista que seleciona suas caronas por um determinado perfil, excluindo outros perfis, geralmente para não correr risco de ser assaltado; d) o agente de aeroporto que revista pessoas que se enquadrem aparentemente no perfil de terrorista, ainda que esteja longe de ser um.
Não menos interessante foi a entrevista, dada pelo psicólogo Walter Mischel, nas páginas amarelas do mesmo periódico (Revista Veja). Esse renomado estudioso do comportamento humano, idealizou e realizou o experimento chamado “O Teste do Marshmallow”, lançando agora livro com o mesmo nome. Referido teste tinha por objetivo estudar os mecanismos do autocontrole. Aprofundando os estudos a partir da realização do teste, Walter Mischel defende que o autocontrole é conseguido quando a região cerebral conhecida como córtex pré-frontal consegue se sobrepor aos impulsos instintivos emanados do sistema límbico. Um indivíduo sem o devido autocontrole geralmente é refém de impulsos do sistema límbico que prevalecem sobre a racionalidade radicada no córtex pré-frontal. Por outro lado, um indivíduo ponderado, com grande autocontrole, consegue suprimir esses impulsos instintivos e reagir com a racionalidade típica da análise feita a partir do córtex pré-frontal.
Conjugando-se todas as informações, é possível se concluir que geralmente as decisões conhecidas como profiling decorrem de impulsos instintivos que se sobrepõem à racionalidade. Não se trata de algo incomum, vez que estas decisões são comuns à própria vida em sociedade, necessárias, desde tempos imemoriais, à própria sobrevivência do indivíduo. Quando o motorista evita dar carona a alguém que, em sua concepção, aparenta ser uma pessoa perigosa, age com instinto de preservar a si e ao seu patrimônio. O mesmo acontece com o empregador que rejeita um empregado ao julgá-lo por sua aparência desleixada, por temer que esse desleixo seja uma característica de sua forma de trabalhar.
Segundo o Articulista Moura Castro significa um critério de decisão subjetivo levando o indivíduo a decidir baseando-se não em uma racionalidade perfeita, mas em um impulso originado e decorrente de valores pessoais.
Ele articula que como receita para enfrentar decisões do cotidiano, o profiling é inevitável. Mas, obviamente, há que ter extremo cuidado para que um julgamento prematuro não resulte em injustiça, discriminação ou equívocos dramáticos. Isso aconteceu com o eletricista brasileiro fuzilado pela polícia de Londres, iludida, ao vê-lo correr e pular a catraca.
Resumindo: É ingênuo dizer que não devemos mais decidir usando as probabilidades condicionais (o famigerado profiling). Segundo ele, o cuidado é antes de agir, considerar a gravidade de um eventual erro.

Fontes: Furlan, Anderson – Gazeta do Povo – 01/06/2016
              Moura Castro, Claudio de – Revista Veja – 01/06/2016


sábado, 10 de outubro de 2015

MUDANÇAS (Pequeno Texto)


MUDANÇAS (Pequeno Texto)

Há momentos que precisamos mudar. Reciclar. Procurar a paz dentro de si mesmo que o mundo esteja de cabeça pra baixo. Enquanto a humanidade teimar e continuar na sua desumanização, destruição ao Planeta e a si mesma, a única coisa a ser feita é mudar a nós mesmos e aguardar que o Planeta (aqui incluo as pessoas) tome consciência que: "Sem amor, bondade, reciprocidade e amor ao próximo, será o nosso fim". Eu faço minha parte; quanto aos outros, que se julguem e mudem antes que seja tarde demais.

Rose de Castro

Escritora, Ghost Writer e Poeta

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

DITADURA DO RELATIVISMO


O relativismo é uma doutrina que afirma a relatividade do conhecimento humano. Ou seja, há um condicionamento do sujeito que conhece sobre o objeto conhecido e também dos objetos entre si. Assim, a posição do sujeito, sua situação e momento condicionam e determinam o modo como ele vê e concebe a realidade. A pessoa, portanto, como um ser que sempre se encontra em uma circunstância determinada não consegue transcender esta peculiaridade e conceber algo universal. A única coisa que ela pode expressar é sua impressão sobre o que está observando, sua opinião, enfim, aquilo que considera verdadeiro. Não há verdade absoluta ou universal.

No dia a dia vemos constantemente os meios de comunicação (rádio, televisão, jornais, revistas) apresentar versões altamente questionáveis e tendenciosas sobre os mais diversos assuntos: aborto, sexualidade, pobreza, inquisição, origem da vida, família, drogas, prostituição, educação, religião etc. Além disso, na maioria das vezes, percebemos que não há um amor pela verdade, mas sim um intuito de defender uma ideologia ou cosmovisão totalmente questionável com o objetivo de influenciar o modo de pensar da maioria das pessoas, manipulando dados e informações.

Na sua obra intitulada “A Alma da Ciência e Verdade Absoluta”, a professora e filósofa Nancy Pearcy, analisou como este paradigma relativista predominante em nossa cultura foi evoluindo. Primeiro ela analisa a relação entre a fé e a cultura, explicitando como foi se formando uma postura relativista agnóstica e antirreligiosa no meio acadêmico. Nos dias atuais, estabeleceu-se uma fragmentação muito grande na sociedade, criando, assim, uma dificuldade enorme para se viver qualquer tipo de integridade.

Nancy intitula como dicotomia social por termos de um lado a família, a Igreja, os relacionamentos pessoais compondo a esfera privada e de outro lado, temos a esfera pública constituída da política, da academia etc. Essa dicotomia estaria apoiada numa outra divisão entre fatos e fatores. Os primeiros como algo objetivo que se aplicam a todas as pessoas e os que se seguem como algo totalmente subjetivo. Assim, na medida em que a religião pertence à esfera privada, ele é algo meramente subjetivo e a ciência, na medida em que pertence à esfera pública, é algo objetivo. Portanto, temos já estabelecido o início do conflito entre ciência e religião, verdade objetiva e verdade subjetiva, levando, por conseguinte a um duplo âmbito da verdade e até das ciências, pois de um lado teríamos as ciências humanas as quais estariam no âmbito do subjetivo e do relativo, e do outro lado as outras ciências que estariam no âmbito do materialismo e do naturalismo.

Segundo Nancy Pearcy, a guerra entre fé e ciência é um mito produzido pêra teoria evolucionista. Os pressupostos e suas implicações do darwinismo, seja no âmbito epistemológico, antropológico como moral, precisam ser abandonados, seja devido às suas limitações, seja para termos outra compreensão da relação entre fé e razão, religião e ciência.

A História da Humanidade vivenciou no seu seio diversos fenômenos absolutistas e fundamentalistas. Ditaduras, estados totalitários e posturas autoritárias em vários momentos não respeitam a liberdade de cada ser humano e a sua dignidade. O respeito ao diferente nem sempre foi vivido de maneira concreta. Minorias foram perseguidas e massacradas. Devido a isso, gerou-se certo consenso de que uma sociedade democrática necessariamente é relativa. Qualquer questionamento e discordância sobre o modo de viver e pensar do outro já é interpretado como intolerância e preconceito.

O que é o relativismo moral e religioso? É uma linha de pensamento que nega haver uma “verdade absoluta e permanente” como a Revelação de Deus nas Escrituras e na Tradição da Igreja. Então, deixa por conta de cada um definir a “sua verdade” e aquilo que lhe parece ser o seu bem, como se a verdade fosse algo a se escolher e não a se descobrir. Nessa ótica, tudo é relativo ao local, à época ou a outras circunstâncias. É o engano do historicismo. Para seus adeptos, como Marcuse, “a pessoa se torna a medida de todas as coisas” ou então “o super-homem” de Nietzsche, que se afirma eliminando Deus.

Ora, se negarmos que existe a verdade objetiva e perene, o Cristianismo ficará destruído desde a sua raiz. O Evangelho é o dicionário da verdade. Segundo o relativismo, no campo moral não existe “o bem a fazer e o mal a evitar”, pois o bem e o mal são relativos. Isso destrói completamente a moral católica, a qual moldou o Ocidente e a nossa civilização. Contudo, esse relativismo hoje está penetrando cada vez mais nas universidades, na imprensa e até na Igreja. Ele ignora a lei natural, que é a Lei de Deus colocada na consciência de todo ser humano desde que este dispõe do uso da razão.

Por causa do relativismo moral, os governantes propõem leis contra a Lei Natural que Deus colocou no coração de todos os homens. “Dessa forma, a palavra do legislador humano vai superando a do Legislador Divino, a qual é a mesma para todos os homens.”.

O relativismo atual coloca a ciência como uma deusa que vai resolver todos os problemas do homem, a qual está acima da moral e da religião. Mas se esquece de dizer que o homem nunca foi tão infeliz como hoje; nunca houve tantos suicídios, nunca se usou tanto antidepressivo e tantos remédios para os nervos; nunca se viu tanta decadência moral (aborto, prostituição, pornografia, prática homossexual…), destruição da família e da sociedade.

O relativismo é embalado também pelo ceticismo e pelo utilitarismo, os quais só aceitam o que pode ajudar a viver num bem-estar hedonista, aqui e agora. Há uma verdadeira aversão ao sacrifício e à renúncia.

No centro da crise moral, enfatizada por João Paulo II, ele revela qual é a sua causa: “O homem quer ocupar o lugar de Deus”. A Revelação ensina que não pertence ao homem o poder de decidir o bem e o mal, mas somente a Deus (cf. Gen 2,16-17). Não é lícito que cada cristão queira fazer a fé e a moral segundo “o seu próprio juízo” do bem e do mal.

É por causa desse relativismo moral que encontramos vez ou outros religiosos e sacerdotes que aceitam o divórcio, o aborto, a pílula do dia seguinte, o casamento de homossexuais, a ordenação de mulheres, a eutanásia, a inseminação artificial, a manipulação de embriões, o feminismo e outros erros que o Magistério da Igreja condena explicita e veementemente.

Para o filósofo e colunista da Gazeta do Povo Carlos Ramalhete, os efeitos do relativismo não atingem apenas as religiões, mas o próprio valor dado à vida humana, já que ele também dependeria de pontos de vista e, assim, não haveria uma dignidade objetiva do homem. “Se tudo é forçosamente subjetivo, eu posso afirmar que você não tem direito à vida. É o caso do aborto, da eutanásia, dos genocídios”, afirma.

Luiz Felipe Pondé, professor de Ciências da Religião da PUC-SP e colunista do jornal Folha de S.Paulo, acrescenta que os danos causados pelo relativismo à família e à própria cultura ocidental justificam a ênfase que Bento XVI deu ao tema, citando o que considera outro ponto frágil do relativismo. “Só os ocidentais são relativistas. Nenhuma das outras culturas que assu­­­mimos como tão válidas quanto a nossa leva a sério essa coisa de relativismo”, diz.

Felipe Aquino, doutor em Física pela UNESP disse a seguinte frase: “Quando se nega a possibilidade para todos de referir-se a uma verdade objetiva, o diálogo transforma-se impossível e a violência, declarada ou oculta, torna-se a regra dos relacionamentos humanos.”

“O relativismo contemporâneo mortifica a razão, porque de fato chega a afirmar que o ser humano nada pode conhecer com certeza, para além do campo científico positivo.”
 
Vivemos em uma época em que cada vez mais as pessoas lutam por mais liberdade e ao mesmo tempo se tornam escravas de várias coisas, inclusive de si mesmas. O mundo contemporâneo nos mostra, com todos os seus problemas, que a felicidade não está no ter e na mera materialidade da vida. Que o ser humano realmente precisa de pontos e referências sólidas que norteiam a sua existência e as suas escolhas. Que o amor pela verdade é algo fundamental na vida humana e que o relativismo é uma grande questão a ser refletida.

 

 

 

 

 

 

domingo, 13 de abril de 2014

LADY GODIVA E EU

http://youtu.be/YhRj_DaqCxQ



A vida é louca. De um momento para o outro, tudo mudo. Tudo se transforma. Sou uma eterna mutante ou metamorfose ambulante ou quem sabe, louca mesmo... Mas quem é normal? Será que existe alguém? Não sei. Gosto de ser como sou.

Sinto raiva, alegria, felicidade, nostalgia, apatia, felicidade, paixão, amor e ódio. Mas são breves momentos. Viro a página do meu livro de matemática e procuro uma outra equação.

Sou um turbilhão de sentimentos e não faço questão de reprimi-los nem tampouco os escondo dentro de mim.

Escrevo e poetizo, desta forma é que soa meu grito: Junto aos meus escritos. À minha poesia.

Assim é que vivo. Assim eu sou.

Escrevo para deixar registrados todos os meus sentimentos para o dia em que eu me for, eu fique tatuada em páginas como uma lenda. Que me importa que não saibam quem sou. Quero é permanecer viva, mesmo sendo apenas escritos.

É assim que vivo: Escrevendo e poetizando minhas emoções. Desta forma deixo todas as minhas sensações, satisfações, insatisfações, encantos e desencantos. Assim deixo meu riso e meu pranto. Assim sou liberdade!

A lua crescendo aumenta minha ansiedade e impulsividade. Lua dos loucos. Da maré cheia. Dos peixes pulando... Lua cheia

Quisera neste momento ser como Lady Godiva que saiu nua em seu cavalo branco pelas ruas. Diz a lenda que a bela Lady Godiva ficou penalizada com a situação do povo de Coventry, que sofria com os altos impostos estabelecidos por seu marido. Lady Godiva apelou a ele tanto que ele concedeu com uma condição: que ela cavalgasse nua pelas ruas de Coventry. Ela aceitou a proposta e mandou todos os moradores se fecharem em suas casas até que ela passasse.

Uma outra teoria diz que a nudez de Lady Godiva seria simbólica, representada pela falta de adereços e jóias preciosas, marcas da Nobreza a qual ela pertencia.

Que me importa se é apenas lenda. Neste momento eu gostaria de quebrar as regras e preconceitos e sair nua com meu cavalo branco pelas ruas, declarando minha liberdade sem importar-me com pudores ou escândalo e até mesmo o risco de ser presa.

Quanta loucura na minha cabeça... Mas morro de inveja desta lenda pois gostaria de pertencer a ela e ser Godiva.

Venha Godiva! Realize a minha fantasia!

terça-feira, 27 de setembro de 2011

GHOST WRITER: O QUE SÃO OS TELÔMEROS

GHOST WRITER: O QUE SÃO OS TELÔMEROS: Graças a descoberta de três cientistas de universidades americanas (Elizabeth H. Blackman, Carol e Jack W. Szostak), o grande mistério ...

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O QUE SÃO OS TELÔMEROS




Graças a descoberta de três cientistas de universidades americanas (Elizabeth H. Blackman, Carol e Jack W. Szostak), o grande mistério da Biologia Celular foi desvendado: Como as extremidades dos cromossomos são preservadas nas sucessivas divisões celulares. Essas descobertas são muito importantes para a terapêutica do câncer, pois abrem um novo caminho para a criação de medicamentos que inibam a ação da telomerase e, assim, destruir as células cancerígenas contribuindo também para retardar o envelhecimento e compreender certas doenças geneticamente transmitidas.



Com isto a medicina deu um salto importantíssimo para a terapêutica do câncer dando aos cientistas o Prêmio Nobel de Medicina em 2009. A descoberta da composição do material genético foi descoberta em 1950. Posteriormente, descobriu-se como ele duplicava, mais havia ainda um problema: Não se sabia como era produzida e copiada as pontas destas moléculas durante o processo de duplicação das células e estes cientistas foram os responsáveis pela descoberta da estrutura dos telômeros e chegaram a conclusão de que quando a célula se divide, o telômero encurta, porém, volta a crescer; e foi Carol Castro quem descobriu que a enzima faz com que o mesmo cresça.

Em termos celulares, o material genético está contido nos cromossomos, que são moléculas lineares compridas e enroladas, cujas pontas são os telômeros. A telomerase é a enzima que aumenta a expectativa de vida dos telômeros nas divisões celulares. Sem essa proteção, há perda de telômero e a célula envelhece até morrer.

Fonte: Revista Science





GHOST WRITER: GHOST WRITER: O Odor do Homem Dominador

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sexta-feira, 8 de julho de 2011

GHOST WRITER: O Odor do Homem Dominador

GHOST WRITER: O Odor do Homem Dominador: "O Departamento de Antropologia da Universidade Charles, em praga (República Tcheca), afirma que as pessoas dominadoras apresentam caract..."

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O Odor do Homem Dominador



O Departamento de Antropologia da Universidade Charles, em praga (República Tcheca), afirma que as pessoas dominadoras apresentam características como assertividade, confiança e disposição para tentar superar os outros.



Durante a pesquisa, estudantes usaram pequenas almofadas de algodão nas axilas por 24 horas. Então, trinta mulheres na fase fértil do ciclo menstrual e 35 em outras fases cheiravam dez almofadas cada e deram notas de um a sete para os quesitos intensidade, sensualidade e masculinidade.


A análise mostrou que as mulheres na fase fértil achavam mais sensual o cheiro dos homens cujo teste psicológico revelou um perfil dominador.

Parece loucura, mas foi cientificamente comprovado e eu fico imaginando como cada ano que se passa, mais pesquisas comprovam coisas que eu jamais imaginaria. Por isso é que fico sempre de olho em tudo o que aparece e acontece.


Por mais louco que seja, as mulheres nesta fase preferem o odor dos homens dominadores a dos parceiros estáveis.




Pesquisa publicada na Revista Científica Biology Letters.






terça-feira, 1 de março de 2011

Carta pra Mim



Escrever é uma terapia. Sou feliz por possuir este dom. Porém, da mesma forma que ele me enche de alegria, também me faz mais sensível e, portanto, vejo em sentimentos tudo que não deveria ver. Vejo a alma das pessoas seja fisicamente ou apenas lendo. Posso tocá-las. Quando o sentimento é confuso demais, jorro poesia. Ela escorre em meus dedos com vários tentáculos e transforma-se em palavras inspiradas pela minha percepção. Há dias em que desejo esquecer tudo e todos. Ficar sozinha comigo mesma. Geralmente nestes momentos estou extremamente “intocável” e procuro esconder-me para não me ferir nem ferir os que amo, pois sempre descontamos nos entes amados. Poderia procurar resposta na psicanálise, na filosofia, na psiquiatria (Será que todos os poetas são loucos?). Não sei. Há dias que penso realmente que estou beirando a loucura, afinal, entre a razão e a loucura há uma linha tênue.



Em outros momentos, estou alegre e radiante. Tudo fica completamente azul. Da cor do céu e mar. E amarelo – a cor que mais gosto – brilhando dentro e fora de mim. Sei que são tantos sentimentos instáveis e... O que fazer com tantas emoções e contradições? Não sei! Não sei! Não sei!


Amor, ódio, alegria, raiva, angústia... Estes sentimentos se alternam neste momento em mim. Calo-me sofrendo e sangrando. Quieta e só. Uma ostra com um diamante dentro que não sabe o que fazer com ele. Diamante poético. Diamante interior.


Meus olhos contemplam neste momento este ser que não sei quem é. Ou sei. Talvez. Não sei. Não é. Ou é. Mas não deveria ser. Ou deveria ser, mas o medo de mostrar o que “estou” paralisa o que deveria ser como picada de cobra.


Esta carta é para mim. Hoje me recolho para dizer pra mim que estou em conflito com meus ideais. Que não sou esta ou que sou e não sei. Quem poderia explicar essas imensas ondas de sentimentos crescendo como o fenômeno do encontro do rio com o mar.


Deus! Será que estou louca? Ou ficando? Ou sempre fui? Ou não sou nada? Ou sou tudo?


Eu tento me perdoar com tantos absurdos a me ver frágil e impotente. Displicente. Feia. Chorona. Chata. Implicante. Chega! Chega! Chega! Chamem Freud! Será que ele explica? Talvez sim, talvez não. Quem sabe ele mesmo também não era repleto de nuances mascaradas. Penso em Hitler. Não. Esse não... A loucura dele nada tem a ver com a minha. Fanático e sem emoção. Frio... Não... Isso não sou não... Mas também não sou menos louca por causa disto. Apenas possuo uma loucura diferente.


Ah! Quer saber? Daqui a pouco isso tudo passa e vou rir de tudo que escrevi. Ou quem sabe chorar e escrever outra carta, para escrever mais detalhes, para ver se me entendo melhor. Agora não tenho mais nada a falar. Vou parar. Queria dormir direto e esquecer o mundo. Esquecer isso tudo. Por que não paro de tentar me analisar???


Basta! Não estou entendo nada mesmo... De que adianta ficar escrevendo, escrevendo , escrevendo... Bom... Melhor escrever do que me matar. Matar? Morrer? Que hilário!!! Não tenho coragem de matar uma formiga por pena, imagina se vou conseguir me matar? Que besteira. Quanta bobagem... É melhor eu guardar a viola num saco, deitar e esperar este dia passar.


Já vou. Deixo beijos e abraços para mim. Para “mim” positiva e não para “mim” negativa. Fica em paz. A justiça tarda, mas não falha. Amor, ódio, traição, felicidade, consciência, pecado, certezas e incertezas passarão... Como tudo passa.


Beijos menina. Neste momento és um feto. Aguarda à hora de desabrochar que sei que virá.






Rose de Castro


Escritora. Ghost Writer e Poeta


quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Buraco Negro




Não há como bater sempre na mesma tecla se o percurso do Universo não encontra resposta significativa. Conturbado e retalhado. Desta forma assisto “Nosso paciente” na mesa de cirurgia aguardando a retirada de seus órgãos vitais. Pedacinhos de memórias, alguns heróis mortos buscantes e acreditantes em seus próprios Universos. Paz, Justiça, Ecologia. Pois bem. Pra quê tentar abrir os olhos que não enxergam e falar aos ouvidos das consciências inalteradas? Não há entendimento. Pobres crianças. Escravas de si. Cegas em si. Sem óptica de visão.


Perdi-me em esperanças de encontrar a luz no escuro. Encontro-me sugada pelo buraco negro do Espaço e de mim. Repleto de infinitos sentimentos poéticos e galáxias perdidas... Poéticos.. Poéticas... Poeta?!
Minha Mãe Natureza está sozinha. Possui camadas de ozônio nos poros e precisa respirar... Empresto-lhe um respirador artificial, verifico a pressão arterial... Não adianta... Quanto tempo útil lhe resta? Não sou médica. Não há nada que eu possa fazer. Com a minha pouca sabedoria de mulher apreensiva e minha ciência patética e ultrapassadamente retrógrada, assisto alguns “insights” de sua fúria em pontos diferentes, ainda tentando alertar; mas Ela é Mãe e piedosa. Dá uma nova chance. Ainda tenta nos recuperar e alertar.

Há um calor nunca dantes ali. Outro, um frio dilacerante... Um mar de gelo escorrendo em superaquecimento. Flores pedindo passagem diante de imensos blocos de cimento e concreto; elas teimam aqui e ali. Meninas insistentes... Persistentes, pacientes – tentam. E a terra? A terra aguarda sementes viciadas.

Fixo o pensamento em meu Planeta que de alguma forma tenta manter a tradição e luta por sobrevivência. Há nêutrons, prótons, elétrons. Cruzamentos de espécies. Bombas e irradiação. Césio. Capitalismo moderno? Medieval? Feudal?

O Homem. O ser inteligente. O bárbaro. O animal irracional...

Agora tento olhar a Justiça, mas vejo-a presa em uma cela especial. Cela superior. Rindo das letras. Debochando dos pratos onde não se equilibra a balança. Protegida da própria Lei. A Lei com óculos escuros e grau máximo de miopia.

Aguardo, Não sei o quê. Será que há lugar pra mim dentro desse buraco? Nesse mundo de pecados capitais, é louco e ridículo entitular-se poeta e, mais ainda, jurar que ainda vencem as flores.

Rose de Castro
Escritora, Ghost Writer e Poeta

sábado, 27 de novembro de 2010

GHOST WRITER: Mega Operação na Vila Cruzeiro

GHOST WRITER: Mega Operação na Vila Cruzeiro: "A audácia dos traficantes no emprego da violência e no uso de armas pesadas não é uma novidade no cotidiano da população do Rio de Jane..."

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Mega Operação na Vila Cruzeiro


A audácia dos traficantes no emprego da violência e no uso de armas pesadas não é uma novidade no cotidiano da população do Rio de Janeiro. Porém, para especialistas, a contundência da resposta do Estado à série de ataques orquestrada por facções "Foram chamados agentes de todo o Estado, policiais civis e militares em férias, em folga e licenciados. A mega operação também foi orquestrada pela ajuda do pessoal do Bope, Fuzileiros Navais e Paraquedistas.


A Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro disse que os atentados contra, principalmente, a rede de transporte público e veículos privados ocorreram em represália à instalação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) em favelas da capital carioca, um processo iniciado em dezembro de 2008

Com a expulsão dos líderes do tráfico do Rio e a implantação das UPPs, o crime está migrando para cidades serranas, norte fluminense, Região dos Lagos e Baixada Fluminense. O fenômeno tem sido debatido pelos governos municipais, mas ainda não foram anunciadas medidas para combatê-lo.

Os ataques tiveram início na tarde de domingo, dia 21, quando seis homens armados com fuzis abordaram três veículos por volta das 13h na Linha Vermelha, na altura da rodovia Washington Luis. Eles assaltaram os donos dos veículos e incendiaram dois destes carros, abandonando o terceiro. Enquanto fugia, o grupo atacou um carro oficial do Comando da Aeronáutica (Comaer) que andava em velocidade reduzida devido a uma pane mecânica. A quadrilha chegou a arremessar uma granada contra o utilitário da Doblò. O ocupante do veículo, o sargento da Aeronáutica Renato Fernandes da Silva, conseguiu escapar ileso. A partir de então, os ataques se multiplicaram.

Na segunda-feira, cartas divulgadas pela imprensa levantaram a hipótese de que o ataque teria sido orquestrado por líderes de facções criminosas que estão no presídio federal de Catanduvas, no Paraná. O governo do Rio afirmou que há informações dos serviços de inteligência que levam a crer no plano de ataque, mas que não há nada confirmado. Na terça, a polícia anunciou que todo o efetivo foi colocado nas ruas para combater os ataques e foi pedido o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para fiscalizar as estradas.

Na quarta-feira, o governo do Estado transferiu oito presidiários do Complexo Penitenciário de Gericinó, na zona oeste do Rio, para o Presídio Federal de Catanduvas, no Paraná. Eles são acusados de liderar a onda de ataques.

Na quinta-feira, a polícia confirmou que nove pessoas morreram em confronto na favela de Jacaré, zona norte do Rio. Durante o dia, 200 policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) entraram na vila Cruzeiro, no Complexo da Penha, na maior operação desde o começo dos atentados. Os agentes contaram com o apoio de blindados fornecidos pela Marinha. Quinze pessoas foram presas ao longo do dia e 35 veículos, incendiados.

Durante a noite, 13 presidiários que estavam na Penitenciária de Segurança Máxima de Catanduvas, no Paraná, foram transferidos para o Presídio Federal de Porto Velho, em Rondônia. Entre eles, Marcinho VP e Elias Maluco, considerados, pelo setor de inteligência da Secretaria Estadual de Segurança, diretamente ligados aos atos de violência ocorridos nos últimos dias

O Deputado Antonio Carlos Biscaia classifica de "desastrosa" a política de segurança do Rio de Janeiro entre 1983 a 2007. Segundo ele, havia conivência com o comando territorial pelo tráfico e razões de natureza política que implicavam a ausência da ação do estado em áreas do estado. Segundo ele, havia na cúpula da polícia pessoas envolvidas e com ligações com o tráfico e a postura era de que não podia se realizar ações em certas áreas e confessa que como procurador do estado ouviu muita gente dizendo: 'não vamos poder fazer operação aqui ou ali', isso por razões de conivência e também de natureza política, para não perder voto.

Com a gestão do política governador Sérgio Cabral, a política mudou. Biscaia elogiou também a atuação do secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, e afirma que as ações desta semana mostram o “desespero” dos traficantes.

De acordo com Beltrame, o crime está desesperado porque nunca foi enfrentado e as ações que usam são para gerar pânico e é para fazer com que as autoridades de segurança recuem. Para o Secretário, em certos momentos, os confrontos são inevitáveis, e a política tem de ser mantida.

O Senador Francisco Dornelles afirma que o governador Sergio Cabral não vai recuar da sua política de acabar com o domínio do tráfico no estado do Rio de Janeiro. Ele tem demonstrado coragem e capacidade gerencial. Ele instalou as UPPs e, à medida que os bandidos sentem avanço resolveram fazer uma guerra, uma ameaça. Ele vai dar continuidade à guerra ao tráfico, afirmou o senador.

Dornelles disse ser importante a ajuda da Marinha nas operações e defendeu que se faça uma política de combate à entrada de armas e drogas pelas fronteiras.

Para Renato Casagrande, Senador do Espírito Santo, os conflitos no Rio de Janeiro mostram a força da criminalidade e a necessidade de se continuar com políticas de enfrentamento. Segundo ele, Isso mostra a força da criminalidade. Todo mundo está avaliando isso como uma reação a um programa mais forte de enfrentamento ao crime. Este é um caminho sem volta, não pode ter recuo, não pode ter retorno. Todos devemos estar atentos porque qualquer estado pode sofrer este tipo de ação.

Eu, moradora do Rio de Janeiro, aplaudo a operação sincronizada e a constante prudência com que estão agindo, na medida do possível, em se tratando de uma guerra deste nível. Elogio a parceria de todas as Forças e da Sociedade, que cansada de tanto sofrimento também tem apoiado e denunciado as ações dos bandidos, pois necessitamos a “Liberdade e a Paz.”

Esta sim é uma verdadeira operação: Cautelosa e estrategicamente montada.



Rose de Castro

Escritora, Ghost Writer e Poeta



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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Ética e Transparência nas Eleições





revistanordeste.com.br

O momento é de total sensibilização para a vivência e cobrança da Ética e Transparência. Segundo a professora Maria Cecília Coutinho de Arruda da Fundação Getúlio Vargas, o movimento de governança coorporativa propiciou a formação de profissionais que administram a ética da organização. São denominados gerentes de ética e ‘compliance’, gozam de uma independência em relação a outras áreas. De modo que podem definir, junto à alta administração, procedimentos e tratamento de problemas éticos da empresa, do setor, do relacionamento com o governo, clientes, fornecedores e com os próprios funcionários. De acordo com seu raciocínio esta é uma atividade que demanda bons profissionais no mercado e, em vez de simples recrutadores de funcionários, os responsáveis pelos recursos humanos ganharam status de profissionais essenciais no dia a dia da empresa.


As empresas multinacionais em geral têm um profissional ou uma equipe responsável por programas de ética confeccionados pela matriz e seriamente gerenciados pelas filiais. A preocupação com reputação e práticas transparentes tem crescido na medida em que os escândalos aparecem em todos os países do mundo.

Partindo deste princípio é que em minhas reflexões vejo-me pesarosa assistindo nossos candidatos se degladiando em suas plataformas políticas. Tomarei aqui por exemplo “Jesus”. Para mim ele era um político nato. Jamais precisou impor seus pontos de vista para se fazer entender e arrastar multidões. Havia segurança e firmeza na defesa de seus argumentos, pois além de ser um homem íntegro sabia entender as fraquezas humanas.

Fico mais desiludida ainda quando assisto na televisão um festival de baixarias nos argumentos eleitoreiros. Não há compromisso de campanha e, sim, troca de ofensas e lavação de roupa suja. E o que mais me deixa entristecida é assistir meus amigos escritores e poetas desperdiçando os seus dons doados por Deus, tentando coagir na força das palavras, a opinião de seus amigos de jornada, deixando suas amizades e ideais de lado quando não satisfazemos as suas vontades.

Num país “democrático” onde votamos porque o voto é “obrigatório”, devo confessar que me sinto em plena ditadura. Esta obrigação faz-se necessária porque eles sabem que se assim não o fosse, muita gente não compareceria às urnas e por um motivo bem simples: Além de não haver interesse por parte dos eleitores, existe a cultura corrupta de nossos “irmãos”. Alguns não votariam porque são totalmente despreparados e votam por votar. Não conhece a história dos candidatos nem o desenrolar da histórica dos nossos políticos e da nossa pátria. Pensando realisticamente, o que poderíamos esperar do nosso povo inculto – o que justifico pela falta de interesse dos nossos governantes que o mesmo não se instrua para ser manipulado mais fácil – quando os próprios candidatos não possuem dignidade, ética, compromisso e transparência.

O que assistimos são acusações e joguinhos baratos onde deveriam apenas mostrar a que vieram e o que fariam caso fossem eleitos.

Isto é que é “Democracia?”

Meu voto? Não interessa! Não falo pois estou cansada de ver pessoas tentando me dizer o que é certo e o que é errado. Não adianta me torturar. Este método faz parte dos tempos da ditadura que há muito já não existe mais. Vivemos neste país democrático. Pelo menos foi isso que ouvi falar...

Nossos candidatos deveriam tomar aulas com a professora da Fundação Getúlio Vargas!



Rose de Castro
Escritora, Ghost Writer e Poeta

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Direção Defensiva


Se um cara forçar a barra para ultrapassar, fique na sua. Continue firme em seu propósito. Após a ultrapassagem, ele vai te empurrar, mas como você é um cidadão: “Fique na sua!”.

Depois de ter te ultrapassado e te empurrado, mais à frente, ele te xingou e aproveitou incluiu sua mãe também. Lembre-se: “Fique na sua!”.

Ao fim de tudo isto, lá no fim do beco (porque você errou o caminho?), onde não há mais para onde ir, o cidadão honesto olhou pro lado. Inútil. Só restavam urubus esperando a cesta. Um sujeito sacou uma pistola. Mais do que nunca, lembre-se: “Fique na sua, afinal, você não tem porte de arma.”.

Continue na sua Defensiva e respeite a placa de proibido estacionar. Estacione mais à frente.

O sujeito que te ultrapassou, empurrou, xingou você e sua sagrada mãe, mostrou-lhe uma arma que você não sabe de quem é - porque neste instante você está quase morto- e te olha com sangue na garganta. Você é um bandido e ultrapassou a fronteira! É o direito dele. A vantagem e a lei também. O seu destino sabe-se lá qual é. Por enquanto, você ainda vive... Sorria e lembre-se da educação no trânsito. Mas... Que trânsito? Não importa. Você é um cidadão brasileiro.

Mas continue na sua, senão além de morrer, não terá direito à lei dos humanos, que se intitula Lei dos Direitos Humanos. Claro que você sabe, pois é um exemplo de cidadania.

Agora, você descansando pra sempre, como um anjo, dorme tranqüilo: Não violou o código penal. Parabéns, Brasileiro! Você é mais um honesto que acredita na justiça. Aguarde no céu. Como diz o ditado: A justiça tarda mas não falha, ainda que no céu.

Mais uma vez, Parabéns. Você acreditou no ditado e continua feliz subindo sem seu carrinho zero pro céu, aguardando a tal da lei do retorno, que virá... Junto com seu atestado de óbito.

Rose de Castro

Escritora, Ghost Writer e Poeta



domingo, 5 de setembro de 2010

A Festa de Ícaro

pesquisaeeducacao.blogspot.com

Aninha estava eufórica. Soube pelos corredores do Curso de Inglês que haveria uma festa na Pedra da Gávea e o patrocinador do evento era Ícaro, o homem das asas voadoras.
- Também quero participar da festa das asas... – falou Aninha para seu colega de turma.
- Pode não, Aninha... Só vai quem tiver asas para poder saltar lá de cima...
- E como posso conseguir estas tais asas?
- Não pode. Só Ícaro tem as asas e seus convidados já estão contados e com suas asas guardadas na casa dele.
- E você vai?
- Eu? Eu não... Não fui convidado, Aninha... quem vai se importar conosco?
- Ora, professor! O Senhor É o melhor professor daqui... fez mestrado fora, e lhe acho “maior fera”, além de amigo de todos os alunos e não é a toa que foi convidado para ser o paraninfo dos alunos...
- Obrigado, Aninha. Só que isso não me dá o direito de querer participar da Festa.
- O Sr não gosta de Asa Delta, Prof. Gusmão?
- Hummm... Nunca voei. Não gosto muito de alturas...
- E não gostaria de experimentar?
- Nem pensei nisso. Mas acredito que seria um desafio...
- Igual à Física, não?
- É – sorriu com um sorriso largo –. Preciso terminar minha matéria, Aninha...
- Tá bom. Vou indo...

Aninha não se deu por satisfeita. Também fazia parte do Grupo do Curso. Ela era quem tirava as melhores notas. Era ela quem organizava as festas; que ajudava na faxina quando tudo acabava; que guardava todos os apetrechos isolados em papel especial. Era ela quem organizava as listas e estava sempre por perto para ajudar os professores. Não entendia por que não podia participar da festa e nem por que ninguém havia se lembrado dela, afinal ela era requisitada para tudo. Era ela quem trabalhava pela Escola com sua dedicação e desprendimento. Fazia por gosto. Amava seu Curso e amigos. Os professores eram atenciosos com ela e o Diretor... Esse era o seu Anjo da Guarda. Todos que ali participavam com ela do dia-a-dia tumultuado, inclusive os funcionários, faziam parte de uma grande família.

Resolveu falar com Ícaro - o homem das asas e Diretor da Escola - pessoalmente. Encheu-se de coragem, deu um capricho nos cabelos e lá se foi ela.

Bateu na porta da Diretoria e escutou a voz do homem-pássaro ressoar: “Entre!”.

- Bom dia, Senhor Diretor!
- Bom dia, Aninha. Algum problema?
- Problema não. Vim falar com o Senhor sobre um assunto...
- Pode falar, Aninha.
- É que eu soube que vai haver uma festa na Pedra e que só irá participar quem tiver asas...
- Sim... E daí?
- É que desde criança que sonho em voar pelos céus... sentir o vento balançando o meu corpo...a liberdade total...por isso que vim aqui lhe pedir que me deixe participar da Festa.
- Sinto muito, Aninha. Só tenho 10 asas preparadas e elas já têm dono.
- Não tem como arrumar uma pra mim? Eu espero alguém saltar e depois, no final, eu pego emprestado e salto.
- Mas tem que ter instrutor, Aninha. Você não poderá saltar sozinha.
- E não pode ser o mesmo instrutor dos outros?
- Não, Aninha. Eles pagaram o instrutor...
- E o Senhor não é amigo do instrutor?
- Sou
- Então!? Não pode pedir a ele?
- Não Aninha. Sinto muito.

Aninha saiu da sala com o coração apertado. Não sabia como tinha conseguido segurar o choro e a decepção. Todos do Curso presenciaram sua amargura. Ninguém jamais tinha visto a menina Ana daquele jeito. Estava sempre sorridente, solícita e gentil. Era bolsista. Foi o Diretor Camargo que a ajudou quando a conheceu rondando o Curso e fazendo perguntas à Secretária. Gilda conversou um pouco com ele sobre Aninha. Achava a menina inteligente e poderia ajudar também na Secretaria como uma recompensa pela bolsa. Gusmão também gostou dela, mas não havia mais bolsas para oferecer e então decidiu que ela estudaria e em troca daria sua contribuição na ajuda à Secretaria.

Não era uma cena agradável de se ver a desilusão de Aninha, principalmente por vir do rosto da menina alegre e feliz, tamanha melancolia.

Aninha foi para casa e chorou durante toda a noite. Sabia que o Diretor não tinha como arranjar as asas pra ela, mas ao mesmo tempo, seu coração chorava sua primeira e grande desilusão. Seu sonho de pássaro havia acabado e doía muito. Uma dor insistente. Uma dor de perda. Uma dor de parto, mas parto de ida e não de feto.

Chegou o dia da tão esperada Festa da Pedra. Como sempre, Aninha fora requisitada para ajudar na organização da festa. E ela foi. Triste, mas foi. E cumpriu seu papel. O Diretor para recompensá-la permitiu que ela assistisse os saltos lá do alto da Pedra.

Todos se prepararam e, um a um, foram saltando. Voando como desejava Aninha. Ela ficou acompanhando com seus olhos atentos e brilhantes e imaginando-se nas asas. Conseguiu voar em sua imaginação.

De repente um vento forte chegou varrendo tudo que encontrava pela frente, numa velocidade impiedosa. A menina agarrou-se a uma pedra e ficou lutando contra o vento e só conseguiu levantar o corpo bem depois de tudo terminado quando chegou um helicóptero de salvamento para apanhá-la. Foi então que olhou lá para baixo - que coincidência, nas asas de um avião! - e assistiu a tragédia: Um aglomerado de gente. Estava zonza e não estava entendo direito. O helicóptero pousou e só então ela escutou a mensagem do Comandante: “8 mortos e dois desaparecidos”. E começou então a busca. O Diretor estava entre os desaparecidos. Aninha estava trêmula. Havia restos de asas por todos os lados. A ambulância chegou para prestar socorro. E Aninha chorou sua segunda decepção. Onde estaria o Diretor? Será que estava bem? Mas olhou para os corpos e sentiu uma tonteira e desmaiou. Quando se recuperou, estava no Hospital e tentou se levantar, mas estava ainda zonza e chamou a enfermeira:

- Enfermeira! Por favor!!! Pode vir aqui um instante?
- Sim? Está melhor? Sente alguma coisa?
- Estou bem. Quero saber notícias do Diretor Gusmão.

A Enfermeira calou-se pôr um instante e tentando não assustar a menina Ana, sussurrou:

- Fique calma. Ele foi encontrado, está no CTI. Estamos fazendo o possível...
- CTI? Quero vê-lo. Deixe-me vê-lo, por favor...
- Você não pode entrar lá agora. Ele foi operado de urgência. Fique calma que assim que tiver notícias venho te informar. Descanse um pouquinho, você está muito nervosa...

Neste instante entrou outra enfermeira e falou algo no ouvido da enfermeira que olhou pra Aninha sem saber o que falar

- O que houve enfermeira? Como está o Diretor? Estão falando dele não é?
- Sim, Aninha. Olha... Seja forte... você...
- Fala logo, enfermeira! O que aconteceu com o Diretor?
- Ele faleceu Aninha. Traumatismo craniano. Tentamos muito, mas tinha poucas chances de sobrevivência. Sinto muito.

E Aninha chorou sua terceira decepção. Naquele momento todos os seus sonhos viravam pó. Saiu do quarto onde se achava e tentou olhar o Diretor, mas não a deixaram. Sentia que morria junto com ele todos os seus sonhos de menina. Nunca mais iria esquecer o Diretor, Nunca mais. Nem as asas.

Aninha saiu do Hospital, olhou pro céu e pensou: As asas levaram Ícaro. As asas que tanto sonhei e que queria experimentar. Nunca mais quero saber de asas...e continuou a falar com os céus: “Obrigado, Senhor, por cortar minhas asas...

Foi pra Escola e ficou olhando a cadeira de seu Diretor. Não chorou mais. Tinha certeza que ele não gostaria que ela chorasse. Podia até ouvir sua voz forte e carinhosa: “Vamos lá, aninha! Quero você em primeiro lugar. Sei que consegue. Sorria, vamos! Estou “apostando em você”.

Fechou a porta. Nunca mais esqueceria o Diretor Gusmão, nem olharia mais pras asas.



quarta-feira, 25 de agosto de 2010

GHOST WRITER: Rivalidade Feminina

GHOST WRITER: Rivalidade Feminina: "http://downloads.open4group.com/wallpapers/1024x768/rivalidade-feminina-14940.html Já faz algum tempo que venho pesquisando sobre o compor..."

http://ghostwriter48.blogspot.com/2010/08/brasil-em-chamas.html

Rivalidade Feminina




Já faz algum tempo que venho pesquisando sobre o comportamento masculino em relação a outros homens no sentido de rivalidade. Na verdade, o que tenho visto é um tipo de “clã” ou uma sociedade secreta onde as mulheres não entram. Eles não comentam conosco sobre os outros homens, enquanto vemos muitas mulheres falando mal de outras mulheres e apresentando um comportamento típico de forte competição.



Se eles falam, é só entre eles; não compartilham com as mulheres, que fazem questão de apontar os defeitos das outras e fazem questão de depreciar as que se sobressaem, como forma de denegrir a imagem daquelas que se destacam.


Nesta minha busca, encontrei artigos da Profª e Consultora Empresarial do Instituto KVT, Maristela Guimarães , assuntos que abordam a questão da rivalidade feminina.


Segundo ela, Em épocas ancestrais as mulheres viviam muito unidas, pois tinham a consciência de que a força do elo era o que sustentava a força feminina para ela se manter firme e cada vez mais forte. Desta forma, a sustentação da união era uma missão de comprometimento entre as mulheres e, também, um ponto que as unia e fortalecia. Porém, houve um tempo que isto mudou e o elo entre as mulheres foi rompido e com isto a força feminina fragmentou-se, pois uma força necessita de união, caso contrário ela se descaracteriza como força, pois ela se perde como se esvaísse.


Até hoje as próprias mulheres falam que não são unidas, que é difícil lidar com as mulheres e que também não são confiáveis. Tudo isto vem de crenças e de valores negativos contra a própria mulher e que por séculos determinou que a evolução feminina caminhasse por um caminho de opressão, limitação em todos os sentidos, dor e sofrimento. A mulher também foi educada para ser muito reservada em relação à sua intimidade de forma que, mesmo vivendo em grupo aprendeu a ser distante das demais, fortalecendo ainda mais a desunião feminina. Há bem pouco tempo ainda era parte de uma educação mais refinada a mulher não compartilhar sua vida e suas dificuldades com outras mulheres até mesmo do círculo familiar. Infelizmente, com esta desunião as mulheres desenvolveram um comportamento de competição e de rivalidade entre elas e, na atualidade, já não são mais tão reservadas quanto antes, muito ao contrário, passaram de um extremo para o outro. As mulheres hoje levam a fama de: falarem demais; serem fofoqueiras; serem invejosas; sentirem ciúmes das demais mulheres; competirem entre si; chamarem a atenção para si; falarem mal das outras; inventarem mentiras sobre as outras; serem mais unidas aos homens, e preferirem a força masculina à feminina, etc. isto é muito interessante, pois é como se a mulher visse na outra uma oponente, inimiga, realmente uma rival a qual ela necessita estar sempre atenta para não ser atacada ou prejudicada de alguma forma.


Felizmente, estas regras não se aplicam a todas as mulheres. Aqui são apresentadas apenas as tendências e da incidência destas em relação ao todo feminino, o que caracteriza a rivalidade e a competição entre as mulheres. Este comportamento é inerente à imaturidade emocional, visão muito pobre sobre si mesma, auto-imagens frágeis o que leva ao não reconhecimento de si mesma. Desta forma, a mulher sente necessidade de destruir a outra nem que seja somente para si mesma.


A Profª Maristela frisa que estes pequenos exemplos são muito comuns e acontece com bastante freqüência mesmo que nos incomode e nos pareça impossível disso existir desta forma. Segundo ela, não há mais tempo para esta desunião e que o feminino está pedindo o retorno do elo entre as mulheres. Findando suas explicações comportamentais ela nos remete a pensar na questão com uma pergunta: “Você acredita que as mulheres têm capacidade para se unirem novamente e sustentarem a força feminina com dignidade, união e amor verdadeiros? Ela acredita que sim e eu, também. E você? O que acha?


Rose de Castro
Escritora. Ghost Writer e Poeta



segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Brasil em Chamas


transamazonica.blogspot.com/2008/09/3-dia-pal...

Brasil em Chamas


Especialistas em clima referem-se o problema das queimadas, onde o principal autor desta façanha é o deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP) redator da Proposta de mudança da Lei com sua reforma no Código florestal. Esta lei determina a ocupação do solo brasileiro. Nesta proposta descarada, perdoam-se os desmatadores. É o que afirma Adalberto Veríssimo, pesquisador do Homem e Meio Ambiente da Amazônia.

No inverno as chuvas cessam, a terra fica seca e os pastos viram combustíveis potentes. Ao iniciar as queimadas pelos agricultores em suas propriedades ou em áreas invadidas, elas saem do controle e queimam outras áreas.

As queimadas são usadas há milhares de anos para limpar o solo na agricultura de subsistência. O drama atual é que o fogo virou um instrumento para transformar florestas em pastagens. Esses incêndios lançam na atmosfera gases que contribuem para o aquecimento global.

Os cientistas explicam que se a seca continuar, os focos de calor tendem a se espalhar mais ainda. O outro problema refere-se a nuances econômicas. O aumento da demanda por etanol, grãos e carne podem estar fazendo crescer a procura por novas terras. Em geral, os agricultores usam o fogo para limpar as áreas de plantio.

Com esta proposta que tramita no Congresso sugerindo anistiar os responsáveis pelo desmatamento no passado e que estabelece uma moratória de cinco anos de corte de floresta no futuro, os agricultores aproveitam-se disto enquanto podem e, neste ínterim, queimada como as das margens da rodovia em palmas, no Tocantins, continuará sem punição.

Brasil em chamas! Homens sem consciência continuam com o poder nas mãos, esquecendo que a natureza cobra o que dela é retirado.

Até quando ficarão sem punição os culpados?



Rose de Castro

Escritora, Ghost Writer e Poeta







Maquiagem Egícia: Proteção do Sistema Imunológico


sacerdotisasdalua.com

Maquiagem Egípcia: Proteção do Sistema Imunológico



A maioria das pessoas não sabem que a maquiagem pesada e exibicionista usada pelos egípcios entre os anos 51 a 30 a.C, tinham uma finalidade: Ativar o sistema imunológico que combate invasores protegendo os olhos de infecções. O Coordenador do estudo, Phelippe Walter, do Centro de Pesquisas e Restauração do Museu de Paris. A presença do chumbo e do uso medicinal foi desenvolvida pelas tecnologias ancestrais desenvolvidas para aplicação na saúde e na estética. O mais importante, contudo, são considerar que certos fármacos eram utilizados para este fim como moléculas orgânicas vindas de plantas e animais.

Sabe-se que óleos feitos a partir da gordura de patos e gansos eram usados como protetor solar e cremes serviam para fazer a pintura preta em volta dos olhos, capaz de diminuir a incidência de luz do sol.

Do ponto de vista místico, acreditava-se que os deuses Horus e Ra protegiam de infecções os olhos daqueles que usavam pinturas. Um estudo recém-divulgado por pesquisadores franceses detalha como a maquiagem servia de escudo para os olhos de nobres e trabalhadores.

Embora já soubessem da presença do chumbo e do uso medicinal da maquiagem, os cientistas não conseguem explicar como uma tinta que contém um metal tóxico podia fazer bem aos egípcios.

Depois de analisar 52 amostras de potes usados para guardar pós e cremes faciais datados de quatro mil anos e preservados no Museu de Louvre, em Paris, pesquisadores encontraram quatro diferentes substâncias à base de chumbo, como a laurionita, com a ajuda de microscópios eletrônicos e aparelhos de raio X. Nos testes, esses elementos aumentaram a produção de óxido nítrico em mais de 240% em uma cultura de células de pele, preparada especialmente para o estudo.

Naquela época não havia antibióticos, por isso, os benefícios do uso do chumbo compensavam os riscos. Bactérias eram abundantes nas águas paradas que o rio Nilo deixava antes de sua cheia. Por este motivo, os egípcios usavam seus cosméticos para prevenir ou trata infecções oculares.

A produção de cosméticos e medicamentos não era, contudo, exclusividade dos egípcios antigos. Há textos descrevendo receitas para tratamento destas infecções e informações sobre o uso de maquiagem que protegiam os habitantes de Roma e da Grécia Antiga.

Walter, porém, ressalta que o caso do Egito é o primeiro exemplo conhecido de produção em larga escala.

Pesquisadores atuais buscam novas idéias e partir destes minerais usados durante milhares de anos.
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